A Petrobras comunicou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, que o preço do diesel A para distribuidoras será reajustado em R$ 0,38 por litro, a partir de sábado, 14. O anúncio ocorre apenas um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter zerado as alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível.
Segundo a estatal, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o impacto equivale a um aumento de R$ 0,32 por litro no diesel B, que é o produto final vendido nos postos. Com isso, o preço médio do diesel A passará a R$ 3,65 por litro, enquanto a participação da Petrobras no preço do diesel B será, em média, de R$ 3,10 por litro.
Em comunicado, a empresa destacou que o efeito do reajuste para o consumidor será "mitigado", já que o governo federal zerou os tributos federais incidentes sobre a comercialização do diesel.
A medida do governo Lula
Na quinta-feira, 12, Lula anunciou a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins sobre o óleo diesel. A decisão foi justificada pelo aumento do preço internacional do petróleo, impulsionado pela guerra no Irã.
Durante evento no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que a medida busca proteger motoristas e caminhoneiros, evitando que o conflito internacional se reflita diretamente no custo dos alimentos:
"Para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e à comida que o povo mais come", disse Lula.
Além da isenção tributária, o governo editou uma Medida Provisória que prevê subvenção ao diesel para produtores e importadores. Esse subsídio deve representar uma redução adicional de R$ 0,32 por litro, mas será condicionado à comprovação de que o desconto aplicado nas refinarias seja repassado ao consumidor final.
Contexto econômico
A decisão ocorre em um ano eleitoral e reflete a tentativa do governo de conter os impactos da alta do petróleo sobre a inflação e o custo de vida. O reajuste da Petrobras, por sua vez, mostra a dificuldade de equilibrar preços internos com a volatilidade do mercado internacional.
Assim, o consumidor poderá sentir uma oscilação nos preços, mas o efeito combinado das medidas governamentais e do reajuste da estatal tende a suavizar o impacto direto nas bombas.


