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PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE

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Foto: Reprodução 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (3). Apesar de marcar o quinto ano consecutivo de expansão, o resultado representa a menor taxa do período, após quatro anos de avanços superiores a 3%. Em 2024, por exemplo, o crescimento havia sido de 3,4%.
A desaceleração já era esperada por analistas, diante do cenário de juros elevados para conter a inflação. A taxa básica, a Selic, foi elevada pelo Banco Central a 15% ao ano em junho de 2025 e permanece nesse patamar. O crédito mais caro reduziu o ritmo da demanda por bens e serviços, impactando o desempenho da economia.

No quarto trimestre de 2025, o PIB registrou variação positiva de apenas 0,1% em relação aos três meses anteriores, mostrando estagnação na reta final do ano. O resultado veio em linha com as projeções do mercado financeiro, que estimavam crescimento entre -0,2% e 0,4%.

O impulso maior ocorreu no início de 2025, com a safra recorde de grãos, além da recuperação do emprego e da renda e do bom desempenho da indústria extrativa. Com o fim da safra e os juros elevados, o ritmo perdeu força ao longo do ano.

Para 2026, as projeções indicam crescimento mais modesto. O boletim Focus do Banco Central aponta alta de 1,82%, enquanto a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda prevê expansão de 2,3%. Economistas avaliam que o impacto restritivo dos juros seguirá limitando consumo e investimentos, mesmo com expectativa de cortes graduais na Selic, que deve encerrar o ano ainda em dois dígitos.

O cenário internacional também adiciona incertezas. A guerra no Irã já pressiona os preços do petróleo, o que pode beneficiar exportações brasileiras, mas também gerar reflexos na inflação interna.

Em meio ao ano eleitoral, o governo Lula aposta em medidas de estímulo ao consumo, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e a manutenção da política de valorização do salário mínimo.

A divulgação dos dados ocorre em meio a turbulências internas no IBGE. A saída da pesquisadora Rebeca Palis da coordenação de contas nacionais, responsável pelo cálculo do PIB, gerou protestos entre servidores e levou à entrega de cargos de gerência. A decisão foi criticada por sindicatos, que falaram em "caça às bruxas". O presidente do instituto, Marcio Pochmann, defendeu sua gestão e afirmou que o órgão "vai muito bem", rebatendo críticas de parte da equipe técnica.

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