O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada em janeiro deste ano, antes mesmo da aprovação pela CPMI do INSS, e atendeu a um pedido da Polícia Federal, estando sob sigilo.
As investigações da PF sobre desvios em descontos de aposentados e pensionistas do INSS apontaram citações a Lulinha, reveladas pelo jornal Estado de S. Paulo e confirmadas pela TV Globo. Segundo os investigadores, ele poderia ter atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", apontado como operador do esquema. O elo entre ambos seria a empresária Roberta Luchsinger, alvo da Operação Sem Desconto. Documentos indicam que a empresa de Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de uma consultoria de fachada, configurando transações sem lastro econômico.
A CPMI do INSS, em sessão marcada por confusão entre parlamentares, também aprovou a quebra dos sigilos de Lulinha. O requerimento destacou que a medida é necessária para esclarecer se ele de fato é sócio oculto do "Careca do INSS". Entre os indícios, estão passagens aéreas compradas em conjunto e registros de viagem na primeira classe de um voo para Lisboa, em novembro de 2024, com bilhetes que custaram entre R$ 14 mil e R$ 25 mil. Há ainda depoimentos que mencionam o pagamento de despesas e uma "mesada" de R$ 300 mil por parte de um lobista, o que reforça a necessidade de rastrear o fluxo financeiro.
O documento da PF ressalta que as menções a Lulinha surgiram por terceiros e não há elementos diretos sobre sua participação, mas que as hipóteses devem ser verificadas com rigor para evitar conclusões precipitadas. A comissão considera que a quebra de sigilo é fundamental para confirmar ou descartar a integração de capitais ilícitos no esquema. As informações são do G1.


