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"Preparem-se para que o petróleo chegue a US$200 o barril", diz porta-voz do comando militar do Irã

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Foto: Reprodução | 

A guerra entre Irã, EUA e Israel continua se intensificando e já deixou cerca de 2 mil mortos, principalmente iranianos e libaneses. Os ataques aéreos liderados por EUA e Israel seguem atingindo alvos no Irã, enquanto Teerã responde com mísseis, drones e ações contra navios no Golfo Pérsico, ampliando a instabilidade no Oriente Médio e pressionando os mercados de energia.

Nesta quarta-feira (11), três embarcações mercantes foram atingidas na região. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que abriu fogo contra navios que teriam desobedecido suas ordens. Desde o início do conflito, 14 navios comerciais já foram danificados.

O confronto também afeta o mercado global. O preço do petróleo, que chegou perto de US$ 120 por barril, voltou a subir com o temor de interrupção no fornecimento, especialmente porque o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, permanece bloqueado. Diante da crise, a Agência Internacional de Energia recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais, na maior intervenção já proposta para tentar estabilizar os preços.

Nos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que as forças americanas destruíram 28 navios iranianos capazes de lançar minas e indicou que o conflito pode não durar muito mais tempo, dizendo que "não há praticamente mais nada" para atingir no Irã.

Apesar disso, autoridades israelenses afirmam que ainda há uma lista extensa de alvos, incluindo mísseis balísticos e instalações ligadas ao programa nuclear iraniano. O ministro da Defesa de Israel declarou que a operação militar continuará "sem limite de tempo".

O Irã, por sua vez, indicou que pretende prolongar a pressão econômica e militar sobre os adversários. O porta-voz do comando militar iraniano afirmou: "Preparem-se para que o petróleo chegue a US$200 o barril, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que foi desestabilizada por vocês".

Enquanto isso, ataques e tensões continuam a se espalhar pela região, com alertas de possíveis ataques contra infraestrutura energética e alvos ligados aos EUA no Oriente Médio. Nos mercados globais, o cenário de guerra prolongada mantém investidores em alerta e aumenta o risco de um novo choque do petróleo semelhante ao dos anos 1970.

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